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The Boy Who Plays With Fire And Dreams About The Moon
"Sabes quem sou? Eu não sei." (Fernando Pessoa)
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A Areia.

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Tão estúpida é a nossa noção do tempo.

Tão estúpida, mesmo quando o compartimentamos organizadamente em dias, semanas, meses, anos.

Tão estúpida, pois só agora, nos derradeiros dias de 2010, é que reflicto que este ano foi de facto o 2010º e que está a chegar ao fim.

Acho que o frio me faz pensar mais nestas coisas.
Hoje percebi o quão próximo estou de perder algo que amo.

Sim, já estamos em 2010, pensei eu hoje, percebendo as implicações. Não deve durar muito mais.

Chorei, como já não chorava há muito.

Não era só de tristeza, por saber que cada vez está mais perto o dia em que vou perder esse algo que tanto amo.

Era revolta. Por saber que não consigo, por mais que queira, travar a marcha autoritária do Tempo.

Era pânico. Por saber que passo metade da vida a querer avançar os dias, e outra metada a querer retroceder.

Era desespero. Por saber que, provavelmente não tão cedo, vai chegar o dia em que, inevitavelmente, vou perder outras coisas que amo.

Mas viver é mesmo assim, porque o tTempo não tira férias.
Viver é perder.
Há certos momentos, efémeros e raros, em que ganhamos, mas o saldo da vida é sempre negativo.

Tudo porque a vida é rápida demais.
E porque, quando nos damos conta disso, o Momento já passou.
É tarde demais.

A areia na ampulheta do Tempo cai sempre. Não pode parar.
Afinal de contas, obedece à Lei da Gravidade.

Por isso é que a areia nos escorrega pelos dedos.
E quando nos damos conta, tentamos agarrá-la.
Em vão.

Mas porque é que ainda estou aqui a escrever?


Mas porque é que tu aindas estás aí a ler?


Não há tempo a perder.


Vamos viver antes que a areia se esgote.


sábado, dezembro 25, 2010



Deixa-me deixar-Te.

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I close my eyes to escape
The walls around me

Estás em todo o lado, apesar de não estares em lado algum.
Aceitar isso é tão fácil quanto respirar.

Mas aceitar que arranjes sempre modo de aparecer em todo os recantos da minha vida é impossível.

Eu quero deixar-Te. Deixa-me deixar-Te.
Eu sei que não vais ler isto, sei que não sabes que eu Te vejo em tudo aquilo que vejo.

Mas deixa-me deixar-Te.

Não vais deixar, pois não?

E vêm eles dizer que vão ser os melhores anos da minha vida.
Não acredito. Não é possível. Como?

Como, se depois deste ano desastroso vou entrar em 2011 sem Te ter a prometer-me de novo o que me prometeste no dia 1 Janeiro de 2010?
Como, se não vais estar aqui para que eu possa voltar a prometer-Te o mesmo?

Como seria possível o que eles dizem, perante tal vazio apático?

Slowly time forgets me
I’m lonely only dreaming


quinta-feira, outubro 28, 2010



Implantação.

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Uma ideia: o parasita mais resiliente de todos.

Assim que a ideia surge, não há como voltar atrás.

Uma simples ideia pode construir cidades, ou destruí-las.

Uma simples ideia pode arruinar toda uma vida.

Uma simples ideia que fica para sempre a atormentar o nosso subconsciente.

Uma ideia pode surgir de uma promessa.

A tua promessa implantou-me uma ideia. Agora, não me posso ver livre dela e estou condenado a viver para sempre obcecado com ela, se é que isto é viver.

Prometeste-me que seria para sempre.
Iríamos construir o nosso próprio Mundo, envelhecer juntos até que nos tornássemos Almas Idosas.

Mas tu desapareceste. Apenas ficou uma projecção de ti. Uma projecção que eu revejo em sonhos (seja a dormir ou acordado), nos quais revisito o que vivemos.

Porque é que é tão importante sonhar?
Porque nos meus sonhos, estamos juntos.
A construir o nosso próprio mundo.
A envelhecer.
Tornando-nos Almas Idosas.

Já tentei trancar-te na prisão das memórias, mas não consigo evitar os sonhos em que te projecto de novo, os sonhos em que a imaginação permite-me estar de novo contigo, envelhecendo juntos, criando o nosso próprio Mundo.

Eu quero-Te mais do que consigo aguentar.
Mas a minha projecção de ti não chega.
Não consigo imaginar-te com toda a tua perfeição e a tua imperfeição.

És apenas uma sombra e eu tenho que te deixar partir.
Porque já tivemos o nosso tempo juntos.

Mas não consigo.
Uma vez feita a implantação, não há como voltar atrás.

Porque uma ideia é o parasita mais resiliente de todos.


Our dreams, they feel real while we're in them right? 
It's only when we wake up then we realize that something was actually strange.


sábado, setembro 11, 2010



Isto sim, é o Inferno.

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Por muito tempo, eu achei que querer-Te da forma queria fazia da minha vida um Inferno.
Se isso era um Inferno, deixa-me ir lá passar umas férias.

Tomei a Atitude.

Agora, a vida ficou pior, como sempre fica.

Se até agora a mentira me dava conforto, a verdade tirou-me o direito de confiar em quer que seja.

E compreendi. Foi, sim, o destino que te pôs na minha vida. Estava tudo detalhadamente construído de forma a conduzir-me a algo muito pior.

2010 é um Pior Ano de Sempre cada vez pior.

There's no place to be. There's no light to see.


sexta-feira, setembro 10, 2010



Tempo.

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Se alguém de facto acompanhasse este blog, esse alguém perguntar-se-ia porque é que eu não publico nada há semanas.

A resposta é simples.

A razão é que em trinta dias, nada aconteceu; ou nada mudou ou pouco mudou (para pior, claro).

Como é que possível que o silêncio e o Nada se prolonguem durante tanto tempo?

A resposta é simples.

O Nada e o silêncio já duram há muito mais tempo, pelo que não é difícil prolongarem-se mais um pouco.

Mas se assim é, se Nada acontece, qual poderá ser o motivo de escrita hoje?

A resposta é simples.

Hoje, algo mudou, finalmente. Tive um revelação que me surpreendeu, mas não assim tanto.

Admito que são sete os meses e três os dias em que não penso em mais nada a não ser no Teu nome e no Teu rosto e nos Teus lábios. Mas percebi que não é por Te amar.

Eu não Te amo. Em boa verdade, ter-te-ei amado algum dia?

Não, eu não Te amo. Eu amo-me a mim.

Apenas te quero de volta para poder cumprir os sonhos que criaste em mim.
Quero finalizar o meu passado incompleto.
Quero planear o meu futuro impossível.

Quero-te a ti para isso, sim. Mas apenas porque é o que me convém.

Sem ti, não consigo, porque, sem ti, não quero futuro, nem passado ou presente. Não, porque no fundo quero-te, mas só porque é a MINHA vontade.

Não é a tua vontade. A tua vontade pouco me importa. Eu quero-te para cumprir a vida a que EU não vivi e que nunca vou viver.

Eu imploraria para que voltasses. Não por te amar, mas porque EU quero-te de volta.

Se te amei, foi porque me convinhas.

No fundo, eu também te usei, então. Saber isso faz-me feliz. Porque até é justo.

Hoje, tudo mudou. O tempo de espera valeu a pena.

Percebi que sou um egoísta. E vou morrer de egoísmo por te querer sem que tu me queiras.

Sim, agora é mais fácil. Tenho três certezas.

Odeio-te.
(Por não me quereres.)

Quero-te.
(Por não me quereres.)

Vou morrer de egoísmo.
(Sabes porquê.)


domingo, agosto 08, 2010



[180]

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Tal e qual.
Cento e oitenta dias da mais pura, dura e escura Noite.

The night is darker just before the dawn.


terça-feira, julho 06, 2010



E foi assim.

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Da-da-da, da-da-da,
Da-da-da-da-da-da-da.
Da-da-da, da-da-da,
Da-da-da-da-da-da-da.

Veio o Sol de Primavera, veio a Lua Cheia.

Veio a noite, mas também veio o dia.

Tudo foi, mas tudo veio.

Pessoas saíram da minha vida e deram lugar a outras.

Reciclei a minha vida.


E a relva continua verde, mesmo quando estou de sapatilhas.

E continuo a vaguear, embora a China não faça parte da Europa.

E o Porto não foi campeão, mas os gatos continuam a miar.

E a fruta não nasce do chão, nem mesmo quando penteio o cabelo.

"E é tudo sempre muito fixe, mas às vezes morre uma ovelha." (I. A.)

E eu percebi que o sentido da vida é a ausência de sentido.

E foi assim que Tu desapareceste.


domingo, maio 30, 2010



Consigo respirar.

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De repente, já consigo respirar.

Fecho os olhos e inalo o ar, sinto-o a encher-me os pulmões e depois expiro.
Renovo-me, assim, a cada momento.
Fico quente. Fico calmo.

Apetece-me correr.
Apetece-me rir.
Apetece-me viver.

Quanto tempo demorou a ser assim?
Não importa.

Já nada importa.

Só importa viver.

Porque a vida é tão irreal e, no entanto, tem de ser vivida enquanto não acaba.
Porque essa irrealidade tem de ser disfarçada.

Porque para viver é preciso respirar.
E, agora... de repente, já consigo respirar.


domingo, maio 23, 2010



Carpe diem.

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"I can't stop feeling.
No, I won't stop feeling."

Ri-me das minhas caretas em frente ao espelho, de manhã.

Ignorei-te a Ti, ignorei Aquela Pessoa.

Vaguei sob o calor irrespirável, como se não tivesse horários a cumprir.

Ao toque das doze badaladas, eu caminhava sozinho sob a lua. Como se não tivesse destino. Como se não tivesse de dormir, ou até como se não tivesse onde dormir.

Fui livre.

Nada me irritou. Nem a Tua presença perto de mim durante aqueles minutos. Até isso teve a sua piada.

Nada estragou o meu humor. Nem mesmo os típicos momentos do quotidiano com tendência para me aborrecer ou irritar.

Aproveitei o dia.

De repente, as coisas estão tão estranhas.
Estão... melhores.


sexta-feira, maio 21, 2010



Desaparece, por favor.

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Estou morto.

Não, não estou literalmente morto, lamento informar-Te.

Estou morto por nunca mais Te ver.

Não aguento mais mudar de humor só porque de repente estás por perto, visível.

Não aguento mais sentir-Te ao meu lado quando estou sozinho, estar contigo quando estou a sós, sentir o Teu fantasma a sorrir para mim e a convidar-me, outra vez, para as memórias daquilo que fomos, ou do que podíamos ter sido.

Não aguento mais estes arrependimentos e lamentações.

Desaparece, por favor.


quarta-feira, maio 19, 2010



Todos os dias são iguais.

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Houve algo que, na nossa breve relação, nunca tive oportunidade de fazer: contar-Te como era o quotidiano da minha vida.
Mas agora que acabaste com ela, posso escrever aqui como é o meu quotidiano hoje em dia, apesar de saber que é improvável que algum dia leias isto.


Acordo sempre às sete. Está biologicamente programado, há muito tempo, antes até de Te ter conhecido.

Fico na cama apaticamente deitado, a tentar compensar a hora tardia a que me deitei e a ganhar coragem para me levantar mesmo.

Por esta altura, a minha mente ainda está no seu estado puro: oca. Está vazia, e eu também. Mas quando me levanto, começa o maldito pesadelo.

Lentamente, a minha mente tem de começar a ajustar-se ao que significa ser Eu: quem eu sou, como me comporto, com quem e como me relaciono, o que a sociedade espera de mim, o meu papel, e o meu estatuto.

É então que começo a representar. Como um actor, finjo que eu ainda sou eu, quando na verdade o deixei de o ser no dia levaste a minha alma e o meu coração contigo, para os deitares ao lixo.

Acho que sou um bom actor. Por fora, mostro a minha atitude de outrora, a que todos já se habituaram. Uma atitude despreocupada, bem-disposta. Uma atitude feliz.

A máscara funciona tão bem que há fracções de segundo em que me engano a mim mesmo.

Começam as aulas. Nunca penso em ti (que alívio!) excepto em psicologia, onde com alguma frequência tenho motivos para pensar na minha vida, o que implica imperdoavelmente pensar em ti.

Vejo-te nos intervalos, quando te vejo. Tento ignorar, mas custa tanto.

Na hora de almoço, só como porque o corpo pede. Nessa hora, raramente te vejo naquela maldita escola. É óptimo.

À tarde nunca estás por perto, tirando algumas excepções.

Quando passo as tardes acompanhado, o tempo passa depressa.

Sozinho, o relógio sufoca-me. Falta sempre tanto tempo para a meia-noite, tanto tempo para poder ir dormir e dar por terminado mais um maldito dia desta existência sem sentido.

Mas a noite lá chega por fim.

É quando penso mais em ti. Lembro-me das noites em que me deitava ultra-tarde, por causa das nossas conversas de outro mundo. Eras a minha ocupação. Agora, não tenho nada.

A não ser o piano de vez em quando.

A propósito: adormeço sempre a ouvir a música que compus para ti. Por isso, adormeço sempre a pensar em ti.

Winter Sun reflectia a luz a rasgar pelas nuvens mais cinzentas, a esperança que significaste para mim no período mais negro da minha vida. A esperança de ter algo épico a que me dedicar vinte e quatro horas por dia: Tu.
Tu deste essa a esperança, e muitas outras, e depois tiraste-mas sem piedade.
Por causa disso, perdi a esperança na esperança.

E desde então, parece que fiquei bloqueado.
Parece que estou preso a essa maldita música e não consigo compor mais nada.
Da mesma forma que estou preso a ti, por pensamento, para sempre.

Haverá forma de mudar isto?
Haverá, afinal, alguma esperança?


segunda-feira, abril 26, 2010



Tu, ainda Tu, durante mais quanto tempo serás Tu?

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Lamento ter de admitir que me deste os melhores trinta dias da minha vida.

Entraram-me na pele e não vão sair.

Foi tudo tão forte, e de tão rápido que foi, mais intenso ainda me parece.

De tal forma que, depois, passaram a existir dois tipos de caminhos: os que percorri POR ti, e os que percorri CONTIGO.

Hoje passei por um de cada um desses tipos.

Por ti, percorri aquele caminho de alcatrão. Feito estúpido, fui à chuva. Os carros passavam por mim à sétima potência da minha velocidade, os condutores provavelmente perguntando-se que raio ia aquele idiota fazer à escola, em tempos de férias de Natal, sob o céu nocturno e chuvoso das seis e meia.
Eles não sabiam e, durante o caminho, nem sequer eu sabia, que estava para receber um beijo inesperado.

Pergunto-me todos os dias porque raio tinhas de tomar a iniciativa. Até para ti seria mais fácil deixares-me se não tivesses feito nada.

Contigo percorri os caminhos que hoje evito percorrer. As pessoas olhavam para nós. Algumas por acaso, outras por curiosidade. E nós ignorávamos.
Eu ignorava tudo nessa altura. Estava cego e surdo para tudo que não fosses Tu.

Hoje chorei quando percorri esses caminhos. Agora, já não estás comigo.

Está tudo bem, até estar sozinho. Porque estar sozinho é tornar concreta a ideia simbólica de que me deixaste depois de me fazeres acreditar que te ia ter para sempre.

E já não sei onde encontrar forças.

Dia 22 de Abril.
Pouco mais de um mês.
Depois desapareces.
Para sempre.
Oh sim, para sempre.

Odeio-te.
Muito mesmo.


quinta-feira, abril 22, 2010



Licantropia

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I'm feeling wolfy today.

São dias estranhos e raros, mas que os há, há: dias em que parece que nem existes.

Dias em que a tua existência passa-me tão despercibida, que quando me lembro dela, parece-me irreal.

Nada do teu cheiro no ar, nada de memórias tuas na minha cabeça.

Eu adoro esses dias.

Só então o lobo vem à superfície, como um predador sem medo.

Só então o lobo pode correr pela floresta, seja de noite ou de dia, sem destino, mas com uma única certeza: vive e isso basta-lhe para ser Feliz.



segunda-feira, abril 19, 2010



Oh, poupa-me.

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Isto tinha de ficar aqui registado.

É que, dado que o esquecimento é selectivo, corria bem o risco de esquecer esta Tua estupidez (mais uma das que eu aturo desde o maldito dia em que entraste na minha vida a prometer-me Tudo e saíste deixando-me sem Nada.)

De facto, ainda não percebeste que não me importo mais com a Tua existência.

QUAL FOI O TEU PROBLEMA HOJE?

Qual era o problema de estares a dois metros de mim?
Não era muito diferente de estar a cem ou quinhentos.
Podias ficar em silêncio se quisesses, de qualquer forma nós nunca falaríamos.

Foi preciso ter esta atitude?

Oh, poupa-me.

Deves achar que ainda me deixo afectar pela Tua presença, como dantes.

Agora não.
És passado. Estás longe, por mais perto que estejas.
Sim, morreste.

E até fumaste às minhas custas.
É a prova de que não me importo mais contigo.
Podes queimar os teus pulmões.
Não Te amo mais.
Não quero mais saber de Ti.

«You're not Ulysees.
I've found a new way.»

Era desnecessário estragares o dia a outras pessoas por causa dessas tuas merdas.

Bem, e é isso.

Era só para nunca mais me esquecer de que és uma merda.

Há coisas que nunca queremos esquecer.


sexta-feira, abril 16, 2010



2010

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Este ano vai significar, para mim, entrar numa fase nova.
Sim, a idade é apenas um número.
Mas oficial e legalmente, 18 anos significam ainda mais responsabilidades, para um ser que é enraizadamente irresponsável.

Era suposto, então, este ano ser o último suspiro de liberdade.
Era suposto ser inesquecível. E penso que será, mas pelos piores motivos.

Desde 5 de Janeiro, o Dia em que Tudo Acabou, já passaram 98 dias.

98 dias em que, umas vezes voluntariamente, outras vezes contra a minha vontade, pensei sempre em Ti ao acordar e lembrei-me sempre de Ti à noite, antes de dormir.

E entre esses dois momentos, em cada um desses 98 dias, foram incontáveis as memórias que me atacaram e que, como que a tentar provocar-me inveja, me mostraram de novo os momentos que Eu e Tu vivemos.

Foram tão breves, mas entraram tão a fundo na minha pele, tal como uma tatuagem.

E agora?

Como vou conseguir apagar algo tão profundo?

Pois.

Não vou conseguir.

Desde que saíste da minha vida, está tudo tão distorcido.
Já nada é como era.
A tua ausência ainda me deixa tonto, todos os dias.
É como se eu não estivesse completo, como se deixasse sempre cair algo para trás.
Mas não vale a pena virar-me e tentar ir apanhá-lo do chão, porque não consigo identificar esse pedaço de mim que levaste contigo.
Mas levaste-o. E se ele está no chão, é lá em baixo que vai ficar para sempre.






















E 2010 será inesquecível.

O Pior Ano da Minha Vida.

Até agora, porque uma das coisas curiosas da vida, é que pode sempre piorar.


terça-feira, abril 13, 2010



Destino, circunstâncias, coincidências, ou, pura e simplesmente, Merda da Grande.

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Boa.
A sério, obrigado.

Estou a agradecer ao Destino, se ele existe.
Ou às coincidências, se é esse o nome que se lhes dá.

Não interessa o nome. O que interessa é que uma porra qualquer insiste em manter as memórias frescas.

Eu preciso de TEMPO para ficar invulverável às memórias de Ti.
Porque é que Isto tinha de acontecer Hoje?
Ainda não estou pronto.

Pela primeira vez, eu tive a certeza que Ele existe.
E nem O vi à minha frente.
Não, foi através da comunicação social.
É. O Destino ou lá que merda for, acha tão importante tornar a minha vida numa merda que transmite estas coisas pela SIC.
Sim, Ele apareceu na SIC.
Eu vi-O e ouvi-O falar, pela primeira vez, e lembrei-me.
Lembrei-me de Ti.
Lembrei-me do Vós, do Nós. O "Vós" e o "Nós" que existiram ao mesmo tempo.
Lembras-Te?
Tu lembras-Te?

Lembrei-me que, afinal, Tu não és um pesadelo.
És pior do que isso.
És uma realidade.

E dia 12 de Abril está a chegar!
Sim, o dia que vai preencher o meu vazio apático, porque vou voltar a ver-Te, a ouvir-Te, a saber que ainda existes, se é que ainda existes (espero, com fraca esperança, que não existas).

Eu estava no bom caminho para me libertar do que sinto por Ti.
Agora já não.

Merda.
Merda da Grande.


quarta-feira, abril 07, 2010



Vazio apático

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Silêncio e sombra.
Nada.
Vazio.

É assim que estou, graças a Ti.
E é graças a esse vazio que já não há dor quando sou atacado por pensamentos dos minutos que desperdicei ao Teu lado.

Sabes, entraste de tal forma em mim que quando desapareceste levaste, sem querer, tudo contigo.
Não há mais nada dentro de mim. Demorei algum tempo a concluir que é essa a causa de me sentir estranho, inexistente, irreal.

Mas é mil vezes melhor assim, porque posso ser realmente apático.

Apatia é que quero para a minha vida. Antes isso do que dedicar-me meses, anos até, a construir uma felicidade que facilmente, imperdoavelmente, desaparece em segundos. Não confio mais na felicidade.

Apatia implica a ausência de desejos, medos, paixões. Perfeito para quem está vazio por dentro.
Quem não deseja, nem teme, não espera nada da vida e, por isso, não sofre.
Nunca se desilude.

Talvez a apatia seja, por esse ponto de vista, uma estranha forma de ser feliz.

Obrigado por me deixares assim. Devo-te isso.
Graças a Ti, agora tudo é tão incolor, insípido, imóvel, insignificante...
Tão indolor.


sexta-feira, abril 02, 2010



Vida

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A Vida.
Sim. As minhas últimas 23 postagens foram reflexões sobre a minha vida.

Mas nunca reflecti sobre o que é, afinal, a Vida.

A Vida é uma complexidade de factores que nos permitem afirmar que um dado ser é ou está vivo. Quando um ser está vivo, possui algum tipo de actividade, mesmo que não a vejamos.

Mas essa actividade é temporária.

Isto porque a Vida é uma fase de transição entre duas fases de não-existência: a não-existência antes do nascimento e a não existência depois da morte.

Apesar de ser na Vida que nos sentimos parte da Realidade, essa é a fase mais irreal de todas. É única fase incerta.

Não existíamos antes de nascer, não existeremos depois de morrer. Isto é certo. Entre esses dois acontecimentos, porém, reside um mar de incertezas.
A Vida, pelo menos a humana, é duvidar e desconhecer.

Apesar de ser a única fase onde nunca existe Verdade completa, a Vida é também a única em que a sensação se manifesta.

Viver é sentir. Sentir dor, sentir prazer, sentir um misto de ambos.
Só quem vive é dotado de sensação.
Poder sentir é excelente, indescritível.
Porém, a sensação contribui para detorpar a Razão, o que torna a vida numa fase ainda mais duvidosa, incerta, inesperada.

Só há duas certezas que a sensação nos traz.
Quando sentimos, podemos ter a certeza de que nascemos e de que vamos morrer.

Tanta irrealidade, dúvida, confusão, dá à Vida um ar de sonho, do qual, inevitavelmente, acordaremos um dia.

Ou talvez isto seja apenas a minha vida...

A Vida é uma mentira.
A única verdade é a Morte.


terça-feira, março 30, 2010



A Atitude

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"I don't know how it got so bad.
Sometimes it's so crazy
That nothing can save me
But it's the only thing that I have."

A minha alma pesa-me e a minha vida é um estorvo.
Há meses que vivo nisto, que tudo está imóvel.

É como se o Mundo estivesse à espera de algo.
Por vezes, até é como se eu estivesse à espera.
À espera que alguém apareceça...
Ou que algo aconteça.

Hoje fui iluminado e percebi tudo.

Ninguém vai aparecer.
Nada vai acontecer.
Porque tudo está a depender de mim.

Hoje percebi que todo este peso na consciência e todos os presságios de que algo cada vez pior está para acontecer se devem à falta de uma escolha.

Desde que eu entrei em fase abúlica, o meu Mundo parece ter parado.
Logo, ele não é activo. Apenas reage às minhas escolhas.

A solução é simples e estive sempre ali, à minha frente.
Tenho de fazer uma escolha e tomar A Atitude.
Aquela que previa tomar mais tarde.

Como sempre, vivo a querer aquilo que não tenho.
Por muito que discordem, eu não mereço nada do que tenho, precisamente porque quero sempre aquilo que não posso ter.

Talvez A Atitude mude alguma coisa.
Talvez me faça olhar a vida de outra forma.
Talvez seja essa a solução pela qual tenho esperado.

Talvez esteja tudo, finalmente, prestes a mudar.


domingo, março 21, 2010



Argh.

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Eu conheço-me e sei perfeitamente o que vai acontecer, mas nem assim conseguirei evitá-lo.

Aquela Pessoa, que parecia perfeita para Te substituir, revelou-se uma estupidez da mesma dimensão que Tu.

Apesar disso, eu não vou deixar Aquela Pessoa sair da minha cabeça enquanto ela não sugar de mim a vida que ainda me resta. É sempre assim, comigo.

E eu estava a esquecer-Te, juro que estava.

Não bastavas Tu.
Agora há duas facas espetadas no mesmo coração.

O meu.

ARGH, COMO ESTOU FARTO DE MIM !


terça-feira, março 16, 2010



Esperança.

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"Hopeless, I'm falling down."

Nem sei para que é que ela existe.
Talvez seja só mesmo para me deixar ainda mais revoltado com isto a que chamam Vida.

Esperança é imaginar, sonhar.
É viver algo antes de o ter, é senti-lo antes de o conhecer.

Esperança é convencermo-nos a nós próprios daquilo em que nos convém acreditar.
Por muito impossível que seja aquilo em que acreditamos.

Esperança é esperar.
Esperar, acreditando numa mentira.

Esperança é ilusão.
Auto-ilusão, masoquismo, estupidez e ceguira.

Porque a verdade nunca vai de encontro às nossas esperanças.
Porque as esperanças existem para não serem cumpridas, numa tentativa vã de ensinar-nos a não esperar nada.

Há umas semanas, eu vinha a criar uma esperança.
Hoje, ela desmoronou-se e eu percebi o quão estúpida ela era.

Sofri um bocado.

Mas a vida está sempre a tentar deitar-me abaixo e eu estou farto de ceder.

Agora, já não me importo mais.
Quero lá saber!

Vai sempre assim.
Nunca vou aprender a não criar esperanças.
Sou um caso perdido.

A minha Vida vai ser sempre assim.
Nunca vai parar de me desiludir.
É um caso perdido.

Continua a tentar acabar comigo!

A ver vamos se consegues.


terça-feira, março 16, 2010



Estou FARTO

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Tentei, por várias vezes, mas hoje não consigo.
Estou a escrever ainda pior do que é costume.
Estou mal-disposto, cansado, farto, irritado, insuportável.

Estou farto de ti.
Estou farto desse teu nome.
(Como é que cinco letras conseguem fazer uma combinação tão enervante?)

E estou farto de te dedicar uma letra maiúscula, mesmo sem usar o teu nome.



MORRE!


sexta-feira, março 12, 2010



Memórias.

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Na última noite sonhei contigo.
Sem estar à espera, tu agarraste-me o braço.

Chamaste-me pelo meu nome e depois disseste algo do género:
"Vamos resolver isto entre nós?"
E sorriste.
Esse Teu sorriso...

Conversas, toques, palavras, carícias, mensagens, abraços, discussões.
Não Te ver deixa-me no vazio absoluto, mas ver-Te desperta um frenesim de memórias.

Porquê?
O que é que há de errado para que tudo doa assim tanto?

Talvez isso aconteça porque ainda não enfrentei a realidade.

Talvez porque há vários factos que me recuso a aceitar, mas que digo a mim mesmo que aceitei.
No entanto, se ainda me provocam dor, é porque há algo de anormal nestes factos.
E se não são normais para mim, é porque, no fundo, ainda não os aceitei.

Mas talvez a dor esteja prestes a acabar...
Se encarar os factos, por fim.

1 - Eu amei-Te mais do que alguma vez achara possível.

E possivelmente ainda Te amo.

Porque ainda guardo as palavras que, como estas, escrevi para Ti, mas nunca Te deixei ler.

«És tudo em que consigo pensar, por mais que evite. És tudo em que penso quando penso, és tudo em que penso quando não penso em nada, és tudo em que penso quando fujo dos pensamentos, és tudo em que penso quando os pensamentos fogem de mim.»

«És tudo o que desejo ver quando abro os olhos. És tudo o que consigo ver quando os fecho. Sou surdo para tudo quando ouço a tua voz e sou cego para os outros quando te tenho à minha frente.»

«Queres matar-me? Sim, deve ser isso. Ser tocado por ti é ter um enfarte. Ser privado do teu toque é morrer de depressão.»

2 - Tu nunca me amaste.

E, certamente, odeias-me agora, após Tudo o Que Aconteceu.

Odeias-me porque eu interferi no Teu jogo.
Mas não tens razão.

A partir do momento em que me deixaste, eu não tinha mais de jogar pelas Tuas regras.
Até porque, vim eu a descobrir mais tarde, Tu também quebraste as minhas regras, em Dezembro de 2009.

Parece que foi ontem.

3 - Há vida depois de Ti.

Talvez seja este o facto mais difícil de aceitar.

Talvez eu sofra ao lembrar-Te, só para não Te esquecer, porque entre Nós, pelo menos para mim, houve algo bom demais para ser falso e esquecido.

Talvez sonhe contigo porque o meu inconsciente quer-Te de volta, como as coisas eram antes de eu descobrir que és uma Monstruosidade.

Talvez seja isso o que me falta aceitar para poder acabar com a dor...

Aceitar que acabou.
Tudo.

Aceitar que não vais voltar.
Nunca.

Aceitar que depois de Ti e, principalmente, sem Ti, há mais para viver.
Muito mais.
Ser amado, por exemplo.

Não me lembro do resto do sonho.
Talvez o meu inconsciente tenha parado aí porque não queria ter de decidir sem a ajuda da consciência.

Em consciência, teria virado costas.
Teria ido embora, sem te falar.


domingo, março 07, 2010



[8]

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O ponteiro avança ao mesmo ritmo
Constantemente, imperdoavelmente.
A minha mente devaneia
Em cores e sangue
E beijos e sons
Que mudam a cada segundo.

O dia está marcado no meu calendário.
Tudo depende desse dia.
Tudo gira à volta dele, sem parar.

É uma decisão simples.

Ou Ele escolhe ficar contigo de novo, limpando-me a consciência mas partindo-me o coração, ou Ele escolhe deixar-Te. Como me sabe bem saber que já não O tens, apesar de deixar a minha consciência de rastos.

Mas nada depende de Ti. É Ele que decide o destino do Teu coração, e, por isso, do meu também.

Porém, até ao dia 8 de Março, estou parado.
A única coisa que sinto é um calmo desespero.

Ora estou imóvel, ora estou à Tua procura.
Em contraste, a minha mente não está parada e, ao mesmo tempo, encontra-Te a toda hora.

Estou farto.

Preciso do dia 8 de Março.
Preciso de um estado definitivo.

Não posso ter o coração e a consciência destroçados ao mesmo tempo.
É mais fácil se destruir um deles, deixando o outro viver, no dia 8 de Março.

Talvez fosse ainda mais fácil se Tu desaparecesses para sempre, para que eu pudesse finalmente aceitar que não Te vou ter nunca mais.

Ou talvez fosse ainda mais fácil se eu desaparecesse para sempre.


sexta-feira, março 05, 2010



T.

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Amigão (':

Se fosse humanamente possível demonstrar-te o nível da minha adoração por ti, não teria piada nenhuma.

Estará a piada no facto de não ser preciso demonstrar adequadamente o quanto me és vital, precisamente porque, no fundo, tu sabes tão bem quanto eu?

Ou residirá na hipótese de nem eu saber que te adoro tanto quanto te adoro?

Não sei onde é que a piada se encontra, mas sem dúvida encontra-se algures e em grandes quantidades.

Ah, talvez tenha piada o facto de nos tornarmos tão diferentes de nós próprios, mas tão iguais um ao outro...

Separados, dois hipocondríacos mentais, que vêm a vida como um mar de problemas tão épicos, que viver parece, por vezes, um sacrifício.

Juntos, dois fantoches do acaso, que vivem por viver, vagueando sem problemas nem noção do tempo. E é quando a vida parece fantástica e interminável.

Se o sentido da vida é vivê-la sem pensar, à deriva da vontade espontânea e sem noção da dolorosa realidade, então tu dás um contributo, no mínimo, grande para que a minha vida tenha um sentido.

Ou talvez a minha vida tenha múltiplos sentidos.
Vaguear contigo, sem destino nem limite.
Falar contigo, de tudo e de nada.
Rir contigo, de mim, de ti, de nós, da vida, de tudo e de nada.

Quando penso que vivo sem objectivos, é porque me esqueço que a tua existência, o teu sorriso e a tua felicidade estão na minha lista de prioridades.

Sim, porque é a tua amizade e a tua presença que, muitas vezes, me dão ar para respirar, quando eu me sinto sufocado pelo fumo que me rodeia.

Porque estar contigo é esquecer o Mundo.
É fechar os olhos, continuando a ver.

Porque ver-te bem é estar bem.

Porque me lembras do quão importante é rir, sorrir e fazer rir.

Porque às vezes te preocupas mais do comigo do que eu próprio.

Porque às vezes eu me preocupo mais contigo do que tu próprio.

Porque te quero na minha vida de tal forma que falar de mim implique, sempre, falar de ti.

Porque contigo, o tempo, o maldito tempo, não existe.

De cada vez que acordo, tudo isto me lembra que:

T., és-me Tudo.


«Let's waste time chasing cars.»


domingo, fevereiro 28, 2010



Nunca.

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Nunca (advério): nenhuma vez, em nenhum momento.

Dizem-nos para nunca dizer nunca.

Mas não interessa o que nos dizem.
Só paramos quando aprendemos, e hoje eu aprendi.

Aprendi que não posso garantir que nunca mais vou pensar em Ti.

Hoje, estava tudo bem.

Mais um dia, mais uma aula, mais um cigarro, mais um sorriso. Tudo perfeito na ausência de sinais da Tua existência.

E Tu, do nada, apareceste na minha mente.
Não sei bem porquê nem como, mas também não é isso que interessa.

O que interessa é que ainda não Te esqueci.

Talvez seja por isso que digo aqui as coisas que não Te posso dizer agora.

Talvez seja por isso que hoje eu pensei nos dias em que houve um ténue e ilusório "Nós", lembrei-me de coisas que estavam tão difusas na memória que já nem parecem reais, e imaginei os momentos que não tivémos, o "Nós" que não irá existir.

Talvez ainda ocupes um lugar dentro de mim. Talvez o coração, ou então só a cabeça.
Só assim se percebe como vieste incomodar o meu dia-a-dia, tão calmo, tão irracional, tão limpo de Ti.

Mas já desapareceste da minha mente de novo, só que fiquei a reflectir.

Será que, da forma mais estúpida e masoquista, ainda Te amo?

Talvez. Mas nada perdura, tudo termina um dia.

Será que nunca te vou esquecer?

«Nunca digas nunca.»


sábado, fevereiro 27, 2010



Afogando-me

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E quando eu penso que Tu não podes revelar-te pior, consegues surpreender-me.
Porque continuas a deixar que o sofrimento mate quem não merece?
Será que achas que tambem estás a sofrer?
Tu sabes lá o que é sofrer.

Está tudo acabado, destruído, queimado.
Tudo são cinzas.

A esperança desapareceu no horizonte.
Os sorrisos são miragens.

Mas uma das coisas curiosas da vida... é que ela pode sempre piorar.

Demasiadas lágrimas são derramadas por Tua causa. Sinto-me a afogar.

O afogamento é a morte mais lenta e dolorosa, e Tu continuas a afogar-me, mesmo depois de Tudo o Que Aconteceu.

Afogo-me desesperado e sozinho.

Isto não é viver, é morrer aos poucos.

Se é para morrer, que seja de uma vez só.

Isto tem de acabar.


domingo, fevereiro 21, 2010



R.

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Oh, R...

Por muito longe que estejas, sei qual é a dor que sentes. E isso reduz a distância.

Mas não me deixaste alternativa senão dizer para mim mesmo as coisas que gostaria de te poder dizer.

Muitas delas já te disse, mas preciso de repetir.

Quem me dera que o teu sofrimento pudesse ser evitado. Estamos ambos inocentes, mas mil vezes preferia sofrer no teu lugar.

Quem me dera poder parar as tuas lágrimas. Porque é que és tu o único que está a derramar lágrimas, quando devias ser tu o único a não o fazer?

Quem me dera acabar com a tua insónia. Porque enquanto tu passas noites em claro, há quem durma com uma consciência estranhamente tranquila.

Oh, R...

Sofreria por ti, se pudesse.

Lamento, lamento, lamento. Lamento não poder. Desculpa-me por não poder.

Por favor, recupera depressa.

Não me faças odiar-me mais.


quarta-feira, fevereiro 17, 2010



Sim, valeu a pena.

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Fui usado. Sofri. Fiz sofrer.
Amei. Odiei.
Sei lá eu o que mais fiz.
Mas será que valeu a pena?

"Espero que sejas muito feliz com esse coração cheio de harmonia, verdade e amor para dar. Sê como uma abelhinha: distribui paz e justiça pelas tuas flores."

A sério. És tão reles que não há resposta para dar a esta ironia patética que sai da Tua raiva, a qual diriges contra mim, quando deverias dirigir contra Ti.

Não Te vou responder mais, Tu pediste. Mesmo que não pedisses, não o faria.

Falar contigo é reavivar o contacto que quero esquecer que algum dia houve.

Por isso, vai-Te foder.


"Estamos quites."


Apetece-me mandar-Te à merda.

Mas não, não vale a pena cansar-me mais contigo.

FARTEI.

E agora, apetece-me chorar de alegria, de alívio, de vida. Apetece-me gritar que estou vivo, que não morri, afinal.

Afinal, continuo aqui. Só eu. Tu já não existes, ou finges que não existes, ou eu finjo que não existes.

Desapareceste. Como tal, já não quero ver-Te arder. Não posso ver a arder algo que desapareceu.

Que bem que me sabe não ter rancor. Onde quer que estejas, vai à merda e sê feliz.

Se estamos quites, acabou.

Se acabou, eu estou bem como nunca antes estive.

Se é assim, é porque cresci.

Portanto...

Sim, valeu a pena.


segunda-feira, fevereiro 15, 2010



Valeu a pena?

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Está feito.

Não era isso que eu queria? Não queria que estivesse feito?

Então porque é que continuo a sentir-me estranho e confuso?

"Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena."


Tentarei acreditar em ti, Pessoa.


segunda-feira, fevereiro 15, 2010



Um novo Amanhecer.

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"It's a new dawn, it's new day, it's a new life for me.
And I'm feeling good."

Cada nota hipnotiza-me e a cada batida possui-me.

Tremo.

Sorrio. (Há quanto tempo não o fazia?)

Está frio lá fora, mas o meu coração, além de sangue, bombeia calor.

O meu corpo aquece e volto a sorrir.

Que dia é hoje?

14 de Fevereiro de 2010.

Não interessa o dia que é hoje, nem o dia que foi ontem.

Hoje estou sozinho e estou bem. (Durante quanto tempo teria sido mentira dizer isto?)

Sei que estou bem e volto a sorrir.

Libertei-me da apatia que dominava a minha mente e conduzia cada passo que tomava.

A apatia desaparece do meu rosto, que volta a ficar coberto de emoções genuínas. Alegria.

Emociono-me e volto a sorrir.

Quando o sonho virou pesadelo, eu não sabia como escapar. Não há como escapar de becos sem saída.

Mas o beco sem saída que me bloqueava a passagem fazia parte do pesadelo.

E eu acordei porque Amanheceu.

Amanheceu e eu volto a sorrir, porque nunca é demais.



domingo, fevereiro 14, 2010



Ver o Mundo a Arder

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É tudo como uma grande fogueira.

A lenha sempre esteve lá, pronta a entrar em combustão.

E uma pequena faísca bastou.

Lentamente, surgiu uma pequena chama. Ela foi alimentada durante algum tempo, e o seu tamanho começou a aumentar.

Quando o fogo já se tinha alastrado e começava a consumir os alicerces de Tudo, eu já não me lembrava de como tinha começado.

Apenas pensava em como iria acabar.

Iria o fogo encurralar-me e acabar por consumir-me? Iria eu sentir cada célula do meu corpo ser reduzida a um grão de cinza?

Seria eu merecedor dessa sorte?

Tarde demais, agora.

A combustão é irreversível.

O destino são só cinzas.

Chegou a hora de ver o Mundo a arder.


sábado, fevereiro 13, 2010



Pensamento. Dom ou Dor ?

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O pensamento, que distingue o Homem de todas as outras coisas vivas, trouxe a inovação e o progresso. Será isso bom?

O Homem pensa que sim.

Mas eu também penso em Ti, e isso não faz do pensamento algo bom.

Eu também penso em cada momento que partilhamos num passado que parece ter sido sonhado. E não é esse pensamento que me faz progedir para o futuro, nem tão-pouco me deixa viver o presente.

Eu também penso em ver-Te a arder. E isso não faz do pensamento algo correcto.

Encontrado um caso em que o pensamento é mau, doloroso e errado, não se pode afirmar que todo o pensamento é bom, como o Homem pensa. Se é no pensamento que está a origem da inovação e do progresso, também é nele que se fundamente o mal e a destruição.

Parece-me pertinente perguntar se não seria melhor abolir essa capacidade humana?

Tal como se aboliu a escravatura, porque não abolir o pensamento?

A escravatura fazia com que pessoas inocentes estivessem condenadas a um trabalho torturante que não podiam contestar. O pensamento torna-nos escravos de uma lógica insuportável que é moldada pela sociedade que nos cria, e que não podemos contestar.

E muitas vezes, desse pensamento resultam os actos mais in-humanos.

Se o pensamento foi o combustível da civilização que conhecemos, não virá ele a ser a forca dessa mesma civilização?

Não iremos todos um dia compreender isto e revoltarmo-nos contra a corrente lógica que, sem piedade, nos percorre a mente?

Não seríamos todos mais felizes se não tivéssemos de pensar no que raio é isso de "Felicidade"?

"O divertimento é a felicidade daqueles que não sabem pensar."
Alexander Pope, poeta inglês


quinta-feira, fevereiro 11, 2010



Deve chamar-se tristeza

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Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.

Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.

Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó.

Fernando Pessoa


sábado, fevereiro 06, 2010



Inferno, doce Inferno

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A minha fúria foi o combustível do meu empenho para resolver o quebra-cabeças que Tu eras.

Pois o puzzle está resolvido e a fúria permanece comigo.


A felicidade é um estado de confusão tão grande, de tal ausência de reflexão, que tudo parece perfeito. É por isso que a lucidez trava a felicidade, reduzindo-a a cinzas, perdidas na memória.

Como me arrependo de querer possuir a Verdade.
Como arrependo de pensar a vida, de deixar a Razão escolher o rumo.

Afinal, para quê saber a Verdade, se ela é fria, feia e ácida?

Tarde demais. Agora sei a Verdade, e agora sei que ela vai percorrer cada célula do meu corpo e cada pensamento que me ocorra.

E de pensar que tudo é culpa Tua, ardo de fúria.

Porque eu podia ter sido feliz na ilusão.

Porque a Verdade me trouxe infelicidade.

Porque Tu me trouxeste a verdade.

Porque continuo a dedicar horas de pensamentos a Ti, apesar de Tudo o Que Aconteceu.

Porque eu não vou ser feliz, enquanto Tu não fores infeliz.


Isto não vai acabar, pois não?


quarta-feira, fevereiro 03, 2010



Monstro

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Cada olhar meu ainda Te procura.

Cada pensamento meu é, ainda, irremediavelmente dedicado a Ti.

Cada dia permite-me viver vinte e quatro horas que eu desperdiço a viver por Ti, como se algum dia Tu fosses voltar.

Sou recompensado por isso? Sim, claro. Talvez mais do que estava à espera. Talvez mais do que mereça.

Cada sinal que dás, eu analiso.
Cada palavra que dizes, eu não só ouço, como escuto.
Cada gesto Teu, mais do que olhá-lo, eu observo-o.

Cada passo que dás, e a monstruosidade que és fica mais nítida aos meus olhos.

Afinal, a minha análise constante e insistente foi compensada. Aos poucos, os detalhes acertam-se e a Verdade aparece à minha frente. Nua e crua. Como deveria ter sido desde o início.

Pouco resta da doce melancolia de Te ter perdido.

Aos poucos, algo preenche o meu vazio. Algo que não é bom. Algo que, apesar de tudo, me tornou imune às facadas das memórias de Ti, de Nós.

Rancor.

Rancor que corre pelo corpo, mais veloz que o sangue, consumindo cada célula e preenchendo-me de egoísmo.

O monstro trepa para a superfície do meu ser.

Torna-se difícil impedi-lo, principalmente quando ele faz crescer a vontade de te atirar com todas as pedras que se atravessam no meu caminho, ou de te arrancar os olhos, com os dedos ou com os dentes. Ou pior.

Ou talvez seja a vontade de ser como Tu.

Cada olhar meu, ainda Te procura.
Mas, agora, com brilho renovado: o fogo da raiva.


"Show me where it hurts, I will make it worse
(...)
I'm becoming a monster, just like you"


quarta-feira, janeiro 27, 2010



Nem sol, nem luar

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Julgava eu ter encontrado o que procurava sem saber, mas que, quando encontrasse, saberia que era o alvo da minha procura incessante. Não foi desta.

Não, era bom demais para ser verdade. Era perfeito demais para durar. Tal como o sol de Inverno, que rasga por entre as nuvens, para depois desaparecer e deixar-me sob chuva constante.

Durou enquanto durou, porque nada perdura. Até mesmo a chuva tem de parar, quando as nuvens esgotam as suas reservas de água gelada.

Na minha apatia, deixei o tempo passar e o dia virou noite.

Tal como o pôr-do-sol, que dura breves instantes mas deixa a noite ficar durante horas, um afluxo de compreensão trouxe-me um alívio, do qual quase nem lembrava.

Bastaram uns segundos para a minha mente juntar as peças. A imagem que se formou era perfeita e óbvia. Esclarecedora.

Não eras Tu.

Não podias ser Tu aquilo que eu procurava, porque não era eu aquilo que Tu procuravas.
Ou talvez fosse. Mas não da mesma forma que eu procurava.

Não podias ser Tu aquilo que eu procurava, porque eu sei agora que procuro felicidade permanente, por muito consciente que esteja da sua impossibilidade.

Não podias ser Tu. Porque eu mereço algo, no mínimo, menos mau.

Se tudo acabou, de que me serve agora o alívio? Agora, que o vazio se instalou e que já não sei se sei como é sentir. O alívio, por muito reconfortante que seja, não vai mudar o rumo dos acontecimentos.

As memórias voltarão sempre, como se a sua única função fosse provocar inveja pelos breves e bons momentos que agora não são mais do que Passado.

Em fase de Lua Nova, não há lua no céu.

E, agora, os restantes pontos brilhantes do céu nocturno estão para lá das nuvens de inverno, densas e sufocantes.

Pura, absoluta e severa Escuridão.

A caminhada até à fase de Lua Cheia é longa.


sábado, janeiro 23, 2010



Sinto-me sonâmbulo

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Sonâmbulo.

Segunda-feira.
Terça-feira.
Quarta-feira.
Quinta-feira.
Sexta-feira.
Sábado.
Domingo.
Já é segunda-feira outra vez?

Sim, é bem possível que seja.

Afinal, passo os dias a desejar que o tempo passe, apenas para chegar um novo dia e desejar que este também acabe o mais cedo possível. Anseio durante dezoito horas pela hora de dormir.

A dormir não penso. É o mais perto que consigo estar da morte, enquanto não quero cometer suicídio.

Mas só quando acordo é que começam os pesadelos.

Sinto-me sonâmbulo.

Viver passou a ser sinónimo de vaguear. Vaguear à espera que o tempo passe, sem qualquer objectivo ou anseio em partir... apenas que o tempo voe, já que dizem que o tempo cura tudo.

Viver passou a ser sinónimo de evitar todas as memórias de Ti. São boas demais para serem apenas memórias.

E o que levaste contigo não foi menos do que tudo. E o que me deixaste não é mais do que nada.

Ter-Te? Não posso.
Chorar? Não consigo.
Gritar? Para quê?

Ser feliz? Já não quero.

Habituei-me à doce e calma melancolia que faz o corpo relaxar. A felicidade exalta-nos demasiado. Cansa. A infelicidade é um repouso bem-vindo, mas é também um exagero dos ultra-dramáticos.

Porque não limitar-me à apatia?
Porque não confinar-me ao meu sonabulismo?

Decidido estava que assim fosse. Afinal, a apatia é tão fácil. Sozinho ou acompanhado, basta não sentir ou manifestar alegria ou tristeza, sorrisos ou lágrimas. Bastar estar emocionalmente anestesiado.

Se é tudo tão fácil assim... porque é hoje, segunda-feira, voltas Tu para me exaltar de novo?

Porque apareces para deixar a minha mente infantil a rejubilar de esperanças que não podes, nem queres, cumprir?

Porquê tirar-me da apatia?
Porquê acordar-me do meu sonabulismo?

Era tudo tão fácil...

"It's like a can't even feel
After the way you touched me.
I'm not asleep but I'm not awake
After the way you loved me"


segunda-feira, janeiro 18, 2010



Nada perdura. Tudo termina.

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Nada perdura.

E, mais uma vez, insisto em tentar tomar por garantido o que me é mais importante. Como se quisesse agarrá-lo junto a mim para sempre, mesmo sabendo que não existirei para sempre.

E, mais uma vez, vejo que estou a errar.

A cada dia que passa, penso mais e mais na forma como a Natureza criou o seu ciclo imparável e autoritário. A vida convive com a morte, o fim com o início.

Aceito isso. Mas talvez seja essa aceitação que me faz querer agarrar tudo e não largar. Talvez seja a noção do "fim" que me lança numa queda livre pela infelicidade e desespero. Talvez, no fundo, não aceite esse fim.

E de que vale negar o Fim? Ele virá.

E de que vale aceitá-lo? Para ser feliz? Um dia, também a felicidade terá o seu Fim.

E de que valeria a felicidade não ter Fim? Mais tarde ou mais cedo, chegaria o Fim da paciência para a felicidade e daria por mim a desejar a tristeza. Só para quebrar a rotina.

A vida acaba e tudo nela acaba. Acredito. E, porém, continuo a desejar que certas coisas durassem para sempre.

A vida muda e tudo nela muda. Porém, insisto em tentar manter certas coisas imutáveis. Pior: acredito que sou capaz de fazê-lo.

Aí reside o meu erro. Deixo-me enganar pelas minhas próprias expectativas, confiando que algo bom e eterno surgirá.

Porquê "erro"? Porque a auto-ilusão é errada; e nada perdura. Porque, quando tiver de encarar a existência limitada de tudo, maior será a desilusão ao perceber que a sua perenidade é nada mais que uma miragem.

Mas a auto-ilusão conforta-me. Porém, como tudo, ela termina. E, por isso, há que encarar o ciclo.

Tudo termina.

Nada perdura.


sexta-feira, janeiro 15, 2010



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