Este ano vai significar, para mim, entrar numa fase nova.
Sim, a idade é apenas um número.
Mas oficial e legalmente, 18 anos significam ainda mais responsabilidades, para um ser que é enraizadamente irresponsável.
Era suposto, então, este ano ser o último suspiro de liberdade.
Era suposto ser inesquecível. E penso que será, mas pelos piores motivos.
Desde 5 de Janeiro, o Dia em que Tudo Acabou, já passaram 98 dias.
98 dias em que, umas vezes voluntariamente, outras vezes contra a minha vontade, pensei sempre em Ti ao acordar e lembrei-me sempre de Ti à noite, antes de dormir.
E entre esses dois momentos, em cada um desses 98 dias, foram incontáveis as memórias que me atacaram e que, como que a tentar provocar-me inveja, me mostraram de novo os momentos que Eu e Tu vivemos.
Foram tão breves, mas entraram tão a fundo na minha pele, tal como uma tatuagem.
E agora?
Como vou conseguir apagar algo tão profundo?
Pois.
Não vou conseguir.
Desde que saíste da minha vida, está tudo tão distorcido.
Já nada é como era.
A tua ausência ainda me deixa tonto, todos os dias.
É como se eu não estivesse completo, como se deixasse sempre cair algo para trás.
Mas não vale a pena virar-me e tentar ir apanhá-lo do chão, porque não consigo identificar esse pedaço de mim que levaste contigo.
Mas levaste-o. E se ele está no chão, é lá em baixo que vai ficar para sempre.
E 2010 será inesquecível.
O Pior Ano da Minha Vida.
Até agora, porque uma das coisas curiosas da vida, é que pode sempre piorar.
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