Se alguém de facto acompanhasse este blog, esse alguém perguntar-se-ia porque é que eu não publico nada há semanas.
A resposta é simples.
A razão é que em trinta dias, nada aconteceu; ou nada mudou ou pouco mudou (para pior, claro).
Como é que possível que o silêncio e o Nada se prolonguem durante tanto tempo?
A resposta é simples.
O Nada e o silêncio já duram há muito mais tempo, pelo que não é difícil prolongarem-se mais um pouco.
Mas se assim é, se Nada acontece, qual poderá ser o motivo de escrita hoje?
A resposta é simples.
Hoje, algo mudou, finalmente. Tive um revelação que me surpreendeu, mas não assim tanto.
Admito que são sete os meses e três os dias em que não penso em mais nada a não ser no Teu nome e no Teu rosto e nos Teus lábios. Mas percebi que não é por Te amar.
Eu não Te amo. Em boa verdade, ter-te-ei amado algum dia?
Não, eu não Te amo. Eu amo-me a mim.
Apenas te quero de volta para poder cumprir os sonhos que criaste em mim.
Quero finalizar o meu passado incompleto.
Quero planear o meu futuro impossível.
Quero-te a ti para isso, sim. Mas apenas porque é o que me convém.
Sem ti, não consigo, porque, sem ti, não quero futuro, nem passado ou presente. Não, porque no fundo quero-te, mas só porque é a MINHA vontade.
Não é a tua vontade. A tua vontade pouco me importa. Eu quero-te para cumprir a vida a que EU não vivi e que nunca vou viver.
Eu imploraria para que voltasses. Não por te amar, mas porque EU quero-te de volta.
Se te amei, foi porque me convinhas.
No fundo, eu também te usei, então. Saber isso faz-me feliz. Porque até é justo.
Hoje, tudo mudou. O tempo de espera valeu a pena.
Percebi que sou um egoísta. E vou morrer de egoísmo por te querer sem que tu me queiras.
Sim, agora é mais fácil. Tenho três certezas.
Odeio-te.
(Por não me quereres.)
Quero-te.
(Por não me quereres.)
Vou morrer de egoísmo.
(Sabes porquê.)
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