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The Boy Who Plays With Fire And Dreams About The Moon
"Sabes quem sou? Eu não sei." (Fernando Pessoa)
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T.

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Amigão (':

Se fosse humanamente possível demonstrar-te o nível da minha adoração por ti, não teria piada nenhuma.

Estará a piada no facto de não ser preciso demonstrar adequadamente o quanto me és vital, precisamente porque, no fundo, tu sabes tão bem quanto eu?

Ou residirá na hipótese de nem eu saber que te adoro tanto quanto te adoro?

Não sei onde é que a piada se encontra, mas sem dúvida encontra-se algures e em grandes quantidades.

Ah, talvez tenha piada o facto de nos tornarmos tão diferentes de nós próprios, mas tão iguais um ao outro...

Separados, dois hipocondríacos mentais, que vêm a vida como um mar de problemas tão épicos, que viver parece, por vezes, um sacrifício.

Juntos, dois fantoches do acaso, que vivem por viver, vagueando sem problemas nem noção do tempo. E é quando a vida parece fantástica e interminável.

Se o sentido da vida é vivê-la sem pensar, à deriva da vontade espontânea e sem noção da dolorosa realidade, então tu dás um contributo, no mínimo, grande para que a minha vida tenha um sentido.

Ou talvez a minha vida tenha múltiplos sentidos.
Vaguear contigo, sem destino nem limite.
Falar contigo, de tudo e de nada.
Rir contigo, de mim, de ti, de nós, da vida, de tudo e de nada.

Quando penso que vivo sem objectivos, é porque me esqueço que a tua existência, o teu sorriso e a tua felicidade estão na minha lista de prioridades.

Sim, porque é a tua amizade e a tua presença que, muitas vezes, me dão ar para respirar, quando eu me sinto sufocado pelo fumo que me rodeia.

Porque estar contigo é esquecer o Mundo.
É fechar os olhos, continuando a ver.

Porque ver-te bem é estar bem.

Porque me lembras do quão importante é rir, sorrir e fazer rir.

Porque às vezes te preocupas mais do comigo do que eu próprio.

Porque às vezes eu me preocupo mais contigo do que tu próprio.

Porque te quero na minha vida de tal forma que falar de mim implique, sempre, falar de ti.

Porque contigo, o tempo, o maldito tempo, não existe.

De cada vez que acordo, tudo isto me lembra que:

T., és-me Tudo.


«Let's waste time chasing cars.»


domingo, fevereiro 28, 2010



Nunca.

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Nunca (advério): nenhuma vez, em nenhum momento.

Dizem-nos para nunca dizer nunca.

Mas não interessa o que nos dizem.
Só paramos quando aprendemos, e hoje eu aprendi.

Aprendi que não posso garantir que nunca mais vou pensar em Ti.

Hoje, estava tudo bem.

Mais um dia, mais uma aula, mais um cigarro, mais um sorriso. Tudo perfeito na ausência de sinais da Tua existência.

E Tu, do nada, apareceste na minha mente.
Não sei bem porquê nem como, mas também não é isso que interessa.

O que interessa é que ainda não Te esqueci.

Talvez seja por isso que digo aqui as coisas que não Te posso dizer agora.

Talvez seja por isso que hoje eu pensei nos dias em que houve um ténue e ilusório "Nós", lembrei-me de coisas que estavam tão difusas na memória que já nem parecem reais, e imaginei os momentos que não tivémos, o "Nós" que não irá existir.

Talvez ainda ocupes um lugar dentro de mim. Talvez o coração, ou então só a cabeça.
Só assim se percebe como vieste incomodar o meu dia-a-dia, tão calmo, tão irracional, tão limpo de Ti.

Mas já desapareceste da minha mente de novo, só que fiquei a reflectir.

Será que, da forma mais estúpida e masoquista, ainda Te amo?

Talvez. Mas nada perdura, tudo termina um dia.

Será que nunca te vou esquecer?

«Nunca digas nunca.»


sábado, fevereiro 27, 2010



Afogando-me

Desabafos, Música 0 comentários



E quando eu penso que Tu não podes revelar-te pior, consegues surpreender-me.
Porque continuas a deixar que o sofrimento mate quem não merece?
Será que achas que tambem estás a sofrer?
Tu sabes lá o que é sofrer.

Está tudo acabado, destruído, queimado.
Tudo são cinzas.

A esperança desapareceu no horizonte.
Os sorrisos são miragens.

Mas uma das coisas curiosas da vida... é que ela pode sempre piorar.

Demasiadas lágrimas são derramadas por Tua causa. Sinto-me a afogar.

O afogamento é a morte mais lenta e dolorosa, e Tu continuas a afogar-me, mesmo depois de Tudo o Que Aconteceu.

Afogo-me desesperado e sozinho.

Isto não é viver, é morrer aos poucos.

Se é para morrer, que seja de uma vez só.

Isto tem de acabar.


domingo, fevereiro 21, 2010



R.

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Oh, R...

Por muito longe que estejas, sei qual é a dor que sentes. E isso reduz a distância.

Mas não me deixaste alternativa senão dizer para mim mesmo as coisas que gostaria de te poder dizer.

Muitas delas já te disse, mas preciso de repetir.

Quem me dera que o teu sofrimento pudesse ser evitado. Estamos ambos inocentes, mas mil vezes preferia sofrer no teu lugar.

Quem me dera poder parar as tuas lágrimas. Porque é que és tu o único que está a derramar lágrimas, quando devias ser tu o único a não o fazer?

Quem me dera acabar com a tua insónia. Porque enquanto tu passas noites em claro, há quem durma com uma consciência estranhamente tranquila.

Oh, R...

Sofreria por ti, se pudesse.

Lamento, lamento, lamento. Lamento não poder. Desculpa-me por não poder.

Por favor, recupera depressa.

Não me faças odiar-me mais.


quarta-feira, fevereiro 17, 2010



Sim, valeu a pena.

Desabafos 0 comentários

Fui usado. Sofri. Fiz sofrer.
Amei. Odiei.
Sei lá eu o que mais fiz.
Mas será que valeu a pena?

"Espero que sejas muito feliz com esse coração cheio de harmonia, verdade e amor para dar. Sê como uma abelhinha: distribui paz e justiça pelas tuas flores."

A sério. És tão reles que não há resposta para dar a esta ironia patética que sai da Tua raiva, a qual diriges contra mim, quando deverias dirigir contra Ti.

Não Te vou responder mais, Tu pediste. Mesmo que não pedisses, não o faria.

Falar contigo é reavivar o contacto que quero esquecer que algum dia houve.

Por isso, vai-Te foder.


"Estamos quites."


Apetece-me mandar-Te à merda.

Mas não, não vale a pena cansar-me mais contigo.

FARTEI.

E agora, apetece-me chorar de alegria, de alívio, de vida. Apetece-me gritar que estou vivo, que não morri, afinal.

Afinal, continuo aqui. Só eu. Tu já não existes, ou finges que não existes, ou eu finjo que não existes.

Desapareceste. Como tal, já não quero ver-Te arder. Não posso ver a arder algo que desapareceu.

Que bem que me sabe não ter rancor. Onde quer que estejas, vai à merda e sê feliz.

Se estamos quites, acabou.

Se acabou, eu estou bem como nunca antes estive.

Se é assim, é porque cresci.

Portanto...

Sim, valeu a pena.


segunda-feira, fevereiro 15, 2010



Valeu a pena?

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Está feito.

Não era isso que eu queria? Não queria que estivesse feito?

Então porque é que continuo a sentir-me estranho e confuso?

"Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena."


Tentarei acreditar em ti, Pessoa.


segunda-feira, fevereiro 15, 2010



Um novo Amanhecer.

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"It's a new dawn, it's new day, it's a new life for me.
And I'm feeling good."

Cada nota hipnotiza-me e a cada batida possui-me.

Tremo.

Sorrio. (Há quanto tempo não o fazia?)

Está frio lá fora, mas o meu coração, além de sangue, bombeia calor.

O meu corpo aquece e volto a sorrir.

Que dia é hoje?

14 de Fevereiro de 2010.

Não interessa o dia que é hoje, nem o dia que foi ontem.

Hoje estou sozinho e estou bem. (Durante quanto tempo teria sido mentira dizer isto?)

Sei que estou bem e volto a sorrir.

Libertei-me da apatia que dominava a minha mente e conduzia cada passo que tomava.

A apatia desaparece do meu rosto, que volta a ficar coberto de emoções genuínas. Alegria.

Emociono-me e volto a sorrir.

Quando o sonho virou pesadelo, eu não sabia como escapar. Não há como escapar de becos sem saída.

Mas o beco sem saída que me bloqueava a passagem fazia parte do pesadelo.

E eu acordei porque Amanheceu.

Amanheceu e eu volto a sorrir, porque nunca é demais.



domingo, fevereiro 14, 2010



Ver o Mundo a Arder

Desabafos, Música 0 comentários


É tudo como uma grande fogueira.

A lenha sempre esteve lá, pronta a entrar em combustão.

E uma pequena faísca bastou.

Lentamente, surgiu uma pequena chama. Ela foi alimentada durante algum tempo, e o seu tamanho começou a aumentar.

Quando o fogo já se tinha alastrado e começava a consumir os alicerces de Tudo, eu já não me lembrava de como tinha começado.

Apenas pensava em como iria acabar.

Iria o fogo encurralar-me e acabar por consumir-me? Iria eu sentir cada célula do meu corpo ser reduzida a um grão de cinza?

Seria eu merecedor dessa sorte?

Tarde demais, agora.

A combustão é irreversível.

O destino são só cinzas.

Chegou a hora de ver o Mundo a arder.


sábado, fevereiro 13, 2010



Pensamento. Dom ou Dor ?

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O pensamento, que distingue o Homem de todas as outras coisas vivas, trouxe a inovação e o progresso. Será isso bom?

O Homem pensa que sim.

Mas eu também penso em Ti, e isso não faz do pensamento algo bom.

Eu também penso em cada momento que partilhamos num passado que parece ter sido sonhado. E não é esse pensamento que me faz progedir para o futuro, nem tão-pouco me deixa viver o presente.

Eu também penso em ver-Te a arder. E isso não faz do pensamento algo correcto.

Encontrado um caso em que o pensamento é mau, doloroso e errado, não se pode afirmar que todo o pensamento é bom, como o Homem pensa. Se é no pensamento que está a origem da inovação e do progresso, também é nele que se fundamente o mal e a destruição.

Parece-me pertinente perguntar se não seria melhor abolir essa capacidade humana?

Tal como se aboliu a escravatura, porque não abolir o pensamento?

A escravatura fazia com que pessoas inocentes estivessem condenadas a um trabalho torturante que não podiam contestar. O pensamento torna-nos escravos de uma lógica insuportável que é moldada pela sociedade que nos cria, e que não podemos contestar.

E muitas vezes, desse pensamento resultam os actos mais in-humanos.

Se o pensamento foi o combustível da civilização que conhecemos, não virá ele a ser a forca dessa mesma civilização?

Não iremos todos um dia compreender isto e revoltarmo-nos contra a corrente lógica que, sem piedade, nos percorre a mente?

Não seríamos todos mais felizes se não tivéssemos de pensar no que raio é isso de "Felicidade"?

"O divertimento é a felicidade daqueles que não sabem pensar."
Alexander Pope, poeta inglês


quinta-feira, fevereiro 11, 2010



Deve chamar-se tristeza

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Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.

Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.

Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó.

Fernando Pessoa


sábado, fevereiro 06, 2010



Inferno, doce Inferno

Desabafos, Música 0 comentários



A minha fúria foi o combustível do meu empenho para resolver o quebra-cabeças que Tu eras.

Pois o puzzle está resolvido e a fúria permanece comigo.


A felicidade é um estado de confusão tão grande, de tal ausência de reflexão, que tudo parece perfeito. É por isso que a lucidez trava a felicidade, reduzindo-a a cinzas, perdidas na memória.

Como me arrependo de querer possuir a Verdade.
Como arrependo de pensar a vida, de deixar a Razão escolher o rumo.

Afinal, para quê saber a Verdade, se ela é fria, feia e ácida?

Tarde demais. Agora sei a Verdade, e agora sei que ela vai percorrer cada célula do meu corpo e cada pensamento que me ocorra.

E de pensar que tudo é culpa Tua, ardo de fúria.

Porque eu podia ter sido feliz na ilusão.

Porque a Verdade me trouxe infelicidade.

Porque Tu me trouxeste a verdade.

Porque continuo a dedicar horas de pensamentos a Ti, apesar de Tudo o Que Aconteceu.

Porque eu não vou ser feliz, enquanto Tu não fores infeliz.


Isto não vai acabar, pois não?


quarta-feira, fevereiro 03, 2010



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