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The Boy Who Plays With Fire And Dreams About The Moon
"Sabes quem sou? Eu não sei." (Fernando Pessoa)
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Desespero.

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Fecho os olhos, não quero ver nada, não quero que nada me distraia.

Só quero concentrar-me.

Preciso de me concentrar para conseguir ver aquilo que escapa ao olhar.

Faço silêncio, tento sentí-lo.

Lá está ele. De novo.

Lá está ele a acelerar-me o ritmo cardíaco, a apertar-me o peito até que eu sinta a dor física.

O mesmo desespero, lá está ele, de novo.

Sai, desespero.

Sai, brota pelos meus olhos, escorre pelo meu rosto.

Ah, as lágrimas.

Estas são salgadas, são as mesmas de antes.

O desespero, que sempre lá esteve e que agora acordou, soltou-as.

É ele que me envenena a mente, suspirando as coisas em que eu não quero acreditar, mas que ele faz parecer inevitáveis.

"Nada perdura", sussura-me ele, ao ouvido, disfarçando a malícia.

"Sim, tudo acaba. Tudo o que amas está condenado, porque, contigo, as coisas boas nunca duram."

Quando dou por mim, ele já se calou, já não me aperta o coração.

Finge que não está lá, só porque sabe que eu hei de acreditar na ausência dele e que, quando ele voltar, vai doer mais ainda.

Não quero acreditar nessas coisas que ele me diz.

Não quero perder-te.

Quero puxar-te contra mim, agarrar-te e obrigar-te a ficar ao pé de mim, para sempre.


sábado, julho 30, 2011



Quanto custa amar?

Desabafos, Música 1comentários



Lei do sacrifício.

Tudo o que a vida tem de bom, está associado a um custo, a um pré-pagamento, a um sacrifício necessário para transpor barreiras.

Quanto custa amar?

Quanto custa amar-te como te amo?

Custa terem passado três meses, e eu ter vivido apenas nove dias, em pleno.
O resto foram rascunhos de dias, nos quais ia tropeçando com a ansiedade de correr para te ver outra vez.

Custa a sensação que fica, quando já não estás.
O silêncio sufoca-me. Falta-me o teu toque. Não estou completo.

Custa viver com a distância.
Custa ter-te e não te ter.
Mesmo que te tenha, os quilómetros de terra e mar que impedem a minha boca de tocar na tua sempre que eu quero fazem deste Ter um Ter incompleto.

Custa ter de mentir com todas as letras e todos os dentes.
É a única forma de poder ter-te, mas custa.

Custa saber que tu tens de enfrentar tudo isto, tal como eu.
Saber que tens na boca este mesmo sabor, doce e amargo.
Saber que choras as mesma lágrimas que eu.

A vida seria estupidamente mais fácil se nunca me tivesse apaixonado pelo teu sorriso.
Mas que significado pode ter aquilo que é fácil de conseguir?

Há sacríficios que valem a pena.

Há preços que eu pago com um sorriso parvo e infantil estampado na cara, para sempre.


domingo, julho 24, 2011



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