Silêncio e sombra.
Nada.
Vazio.
É assim que estou, graças a Ti.
E é graças a esse vazio que já não há dor quando sou atacado por pensamentos dos minutos que desperdicei ao Teu lado.
Sabes, entraste de tal forma em mim que quando desapareceste levaste, sem querer, tudo contigo.
Não há mais nada dentro de mim. Demorei algum tempo a concluir que é essa a causa de me sentir estranho, inexistente, irreal.
Mas é mil vezes melhor assim, porque posso ser realmente apático.
Apatia é que quero para a minha vida. Antes isso do que dedicar-me meses, anos até, a construir uma felicidade que facilmente, imperdoavelmente, desaparece em segundos. Não confio mais na felicidade.
Apatia implica a ausência de desejos, medos, paixões. Perfeito para quem está vazio por dentro.
Quem não deseja, nem teme, não espera nada da vida e, por isso, não sofre.
Nunca se desilude.
Talvez a apatia seja, por esse ponto de vista, uma estranha forma de ser feliz.
Obrigado por me deixares assim. Devo-te isso.
Graças a Ti, agora tudo é tão incolor, insípido, imóvel, insignificante...
Tão indolor.
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