Nunca (advério): nenhuma vez, em nenhum momento.
Dizem-nos para nunca dizer nunca.
Mas não interessa o que nos dizem.
Só paramos quando aprendemos, e hoje eu aprendi.
Aprendi que não posso garantir que nunca mais vou pensar em Ti.
Hoje, estava tudo bem.
Mais um dia, mais uma aula, mais um cigarro, mais um sorriso. Tudo perfeito na ausência de sinais da Tua existência.
E Tu, do nada, apareceste na minha mente.
Não sei bem porquê nem como, mas também não é isso que interessa.
O que interessa é que ainda não Te esqueci.
Talvez seja por isso que digo aqui as coisas que não Te posso dizer agora.
Talvez seja por isso que hoje eu pensei nos dias em que houve um ténue e ilusório "Nós", lembrei-me de coisas que estavam tão difusas na memória que já nem parecem reais, e imaginei os momentos que não tivémos, o "Nós" que não irá existir.
Talvez ainda ocupes um lugar dentro de mim. Talvez o coração, ou então só a cabeça.
Só assim se percebe como vieste incomodar o meu dia-a-dia, tão calmo, tão irracional, tão limpo de Ti.
Mas já desapareceste da minha mente de novo, só que fiquei a reflectir.
Será que, da forma mais estúpida e masoquista, ainda Te amo?
Talvez. Mas nada perdura, tudo termina um dia.
Será que nunca te vou esquecer?
«Nunca digas nunca.»