Fui usado. Sofri. Fiz sofrer.
Amei. Odiei.
Sei lá eu o que mais fiz.
Mas será que valeu a pena?
Amei. Odiei.
Sei lá eu o que mais fiz.
Mas será que valeu a pena?
"Espero que sejas muito feliz com esse coração cheio de harmonia, verdade e amor para dar. Sê como uma abelhinha: distribui paz e justiça pelas tuas flores."
A sério. És tão reles que não há resposta para dar a esta ironia patética que sai da Tua raiva, a qual diriges contra mim, quando deverias dirigir contra Ti.
Não Te vou responder mais, Tu pediste. Mesmo que não pedisses, não o faria.
Falar contigo é reavivar o contacto que quero esquecer que algum dia houve.
Por isso, vai-Te foder.
"Estamos quites."
Apetece-me mandar-Te à merda.
Mas não, não vale a pena cansar-me mais contigo.
FARTEI.
E agora, apetece-me chorar de alegria, de alívio, de vida. Apetece-me gritar que estou vivo, que não morri, afinal.
Afinal, continuo aqui. Só eu. Tu já não existes, ou finges que não existes, ou eu finjo que não existes.
Desapareceste. Como tal, já não quero ver-Te arder. Não posso ver a arder algo que desapareceu.
Que bem que me sabe não ter rancor. Onde quer que estejas, vai à merda e sê feliz.
Se estamos quites, acabou.
Se acabou, eu estou bem como nunca antes estive.
Se é assim, é porque cresci.
Portanto...
Sim, valeu a pena.