De repente, já consigo respirar.
Fecho os olhos e inalo o ar, sinto-o a encher-me os pulmões e depois expiro.
Renovo-me, assim, a cada momento.
Fico quente. Fico calmo.
Apetece-me correr.
Apetece-me rir.
Apetece-me viver.
Quanto tempo demorou a ser assim?
Não importa.
Já nada importa.
Só importa viver.
Porque a vida é tão irreal e, no entanto, tem de ser vivida enquanto não acaba.
Porque essa irrealidade tem de ser disfarçada.
Porque para viver é preciso respirar.
E, agora... de repente, já consigo respirar.
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