Na última noite sonhei contigo.
Sem estar à espera, tu agarraste-me o braço.
Chamaste-me pelo meu nome e depois disseste algo do género:
"Vamos resolver isto entre nós?"
E sorriste.
Esse Teu sorriso...
Sem estar à espera, tu agarraste-me o braço.
Chamaste-me pelo meu nome e depois disseste algo do género:
"Vamos resolver isto entre nós?"
E sorriste.
Esse Teu sorriso...
Conversas, toques, palavras, carícias, mensagens, abraços, discussões.
Não Te ver deixa-me no vazio absoluto, mas ver-Te desperta um frenesim de memórias.
Porquê?
O que é que há de errado para que tudo doa assim tanto?
Talvez isso aconteça porque ainda não enfrentei a realidade.
Talvez porque há vários factos que me recuso a aceitar, mas que digo a mim mesmo que aceitei.
No entanto, se ainda me provocam dor, é porque há algo de anormal nestes factos.
E se não são normais para mim, é porque, no fundo, ainda não os aceitei.
Mas talvez a dor esteja prestes a acabar...
Se encarar os factos, por fim.
1 - Eu amei-Te mais do que alguma vez achara possível.
E possivelmente ainda Te amo.
Porque ainda guardo as palavras que, como estas, escrevi para Ti, mas nunca Te deixei ler.
«És tudo em que consigo pensar, por mais que evite. És tudo em que penso quando penso, és tudo em que penso quando não penso em nada, és tudo em que penso quando fujo dos pensamentos, és tudo em que penso quando os pensamentos fogem de mim.»
«És tudo o que desejo ver quando abro os olhos. És tudo o que consigo ver quando os fecho. Sou surdo para tudo quando ouço a tua voz e sou cego para os outros quando te tenho à minha frente.»
«Queres matar-me? Sim, deve ser isso. Ser tocado por ti é ter um enfarte. Ser privado do teu toque é morrer de depressão.»
2 - Tu nunca me amaste.
E, certamente, odeias-me agora, após Tudo o Que Aconteceu.
Odeias-me porque eu interferi no Teu jogo.
Mas não tens razão.
A partir do momento em que me deixaste, eu não tinha mais de jogar pelas Tuas regras.
Até porque, vim eu a descobrir mais tarde, Tu também quebraste as minhas regras, em Dezembro de 2009.
Parece que foi ontem.
3 - Há vida depois de Ti.
Talvez seja este o facto mais difícil de aceitar.
Talvez eu sofra ao lembrar-Te, só para não Te esquecer, porque entre Nós, pelo menos para mim, houve algo bom demais para ser falso e esquecido.
Talvez sonhe contigo porque o meu inconsciente quer-Te de volta, como as coisas eram antes de eu descobrir que és uma Monstruosidade.
Talvez seja isso o que me falta aceitar para poder acabar com a dor...
Aceitar que acabou.
Tudo.
Aceitar que não vais voltar.
Nunca.
Aceitar que depois de Ti e, principalmente, sem Ti, há mais para viver.
Muito mais.
Ser amado, por exemplo.
Não me lembro do resto do sonho.
Talvez o meu inconsciente tenha parado aí porque não queria ter de decidir sem a ajuda da consciência.
Em consciência, teria virado costas.
Teria ido embora, sem te falar.
Talvez o meu inconsciente tenha parado aí porque não queria ter de decidir sem a ajuda da consciência.
Em consciência, teria virado costas.
Teria ido embora, sem te falar.
Não preciso de ler uma linha ou duas. Não preciso de ler. Não preciso de ouvir. Não preciso, simplesmente.
Sente-se no olhar de cada título. E eu não vou abusar!
Beijos, Wolfman * (:
-Maggie