Não gosto.
Não gosto de não te ter por perto.
Não gosto de não te poder dar a mão quando quero.
Não gosto de não poder ver o teu sorriso todos os dias.
Não gosto de não te poder beijar ao acordar e ao deitar, e todas as vezes que me apetecer entre esses dois momentos.
Não gosto de saber que essa situação não está para mudar tão cedo.
Mas porque raio será, então, que a saudade, apesar de dolorosa, é um sentimento estranhamente agradável?
Porque é que as lágrimas que verto por saudade são doces e não salgadas?
Será por saber que todo o ciclo de saudade termina com a euforia do reencontro?
Sim, mas não só, descubro eu após reflectir.
É que, mesmo havendo muita coisa que não gosto, sei que te tenho.
É nisso que confio e acredito, religiosamente.
E disso já gosto.
Perante esse pensamento, que importância pode ter tudo aquilo de que não gosto e que penso incomodar-me?
Nenhuma.
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